domingo, setembro 17, 2006

Bonini na Cidade Eterna

Não, não tenho forças, nem tempo para narrar aqui tudo o que Alex aprontou na Cidade Eterna. Outra visita memorável como se pode ver, em duas etapas (24 a 27 de junho e 4 a 7 de julho).

Um detalhe: à direita da fachada se vê o teto da Capela Sixtina, onde sai a fumaça branca. A chaminé não se vê, pois colocam somente para a ocasião (io c’era).

Este ângulo da estátua do nosso Padre não é para todo mundo. Só aqueles que tem o privilégio de entrar nos jardins vaticanos e pular alguma barreira, aproveitando a distração dos suizos... mas o que é uma cerquinha para Alex?

O Alex continua em plena forma e andamos bastante também pela Roma Barroca, e é justificável nossa cara de cansaço. Estamos em frente ao elefante de Bernini, na praça de S. Maria Sopra Minerva.

Valeu Alex, pela visita. Deu para colocar em dia os assuntos nacionais e campineiros. Até a próxima!

Il Brasile da lontano, la Copa da vicino


Não foi uma experiência fácil acompanhar o Brasil de longe (da lontano), mas a verdade é que, como já me considero meio italiano, posso dizer que tive a alegria (outra vez!) de levantar a Copa. Outra vez pude comemorar, perto (da vicino) da Copa!
“Ancora una volta, Campione del Mondo! Viva la Italia, viva la Nazionale!”.

O Código Da Vinci

“L’Opus Dei sorride e vince”. O Opus Dei sorri e vence: este foi o título do editorial do “Corriere della Sera” no sábado 20 de maio, escrito pelo vice presidente do jornal, Gianni Riota (talvez o nome não esteja muito certo, neste blog é permitido estas liberdades...). O artigo explicava como a “estratégia” de imprensa do Opus Dei conseguiu mudar a imagem que o filme poderia deixar, mesmo que totalmente fantasioso. E seguia explicando esta estratégia... muito interessante, mesmo que o articulista conheça a Obra só através do mundo da imprensa (quase tão fantasiosa como o cinema).
Outro dia me perguntaram como “vivemos” todos estes dias que antecederam o filme, com os artigos da imprensa, televisão, etc. Respondi que na mais pura normalidade. É verdade que alguns aqui tiveram mais trabalho, mas nada mudou, fora os divertidos bate-papos durante estes dias e o encontro casual com uma ou outra câmera de televisão em Santa Maria da Paz ou no “soggiorno degli uffici”, onde temos as tertúlias. O filme é blasfemo, e não faz falta dizer que é ruim. Que Deus nos perdoe. Que o cinema os perdoe.
Gostaria de deixar registro desses dias, para memória. Em novembro, mais ou menos, começaram a comentar sobre o futuro filme, aqui em casa, e por isso os encarregados dos escritórios de informação se prepararam para a chuva de jornalistas. Um deles comentou que o livro foi um “tsunami” enquanto que o filme seria um “furacão”. O segundo era esperado, podíamos nos preparar. Em dezembro saiu o livro de John Allen nos Estados Unidos, jornalista que passou por aqui no verão entrevistando alguns. Eu não fui chamado (he, he). Em janeiro organizaram-se alguns convívios com gente de outros países. Em março e abril se intensificaram algumas atividades, entre elas os atos de Harambee, como uma maneira para dar a conhecer a Obra. Em maio, se organizou na Universidade da Santa Cruz um congresso para chefes de imprensa das diversas dioceses do mundo inteiro. É uma atividade que se organiza todos os anos, mas este ano se colocou um empenho especial.
Enfim, no “post” abaixo, faço uma lista exaustiva de algumas coisas que saíram na imprensa, que achei mais interessante, e registo algumas colaborações. Não vale a pena ler, é só para que conste a documentação. Mania de historiador.
Um abraço.

Alguns textos

SEATTLE, terça-feira, 6 de março de 2006 (ZENIT.org).- Mark Shea e Ted Sri --escritor e professor de Teologia, respectivamente-- escreveram o livro «A decepção do Código da Vinci» («The Da Vinci Deception», Ascension), uma guia que marca a diferença entre os fatos e a ficção narrados no livro de Dan Brown.

ROMA, segunda-feira, 13 de março de 2006 (ZENIT.org).- Com o desejo de pôr as coisas em seu lutar acaba de publicar em italiano um livro o filósofo Giuseppe Fornari, com o título «A beleza e o nada. A antropologia cristã de Leonardo da Vinci» («La bellezza e il nulla. L'antropologia cristiana di Leonardo da Vinci», editorial Marietti).

MÉXICO, quinta-feira, 29 de março de 2006 (El Observador).- A Conferência do Episcopado Mexicano emitiu um documento no qual analisa, objetivamente, a atitude dos fiéis diante deste acontecimento.

ROMA, sexta-feira, 5 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Em um novo documentário, autoridades vaticanas, como o cardeal Francis Arinze, comentam publicamente a novela que afirma que Jesus teve filhos com Maria Madalena. [Para mais informações: http://www.romereports.com]

ROMA, terça-feira, 3 de abril: saiu o livro do jornalista (vaticanista de “Il Giornale”) Andrea Tornielli "Processo al Codice da Vinci" (in edicola con il "Giornale", 234 pagine, 6,90 Euro).

Alguns sites sobre o tema (en espanhol e inglês)

La novela histórica y “El Código Da Vinci”, por José Carlos Martín de la Hoz, de la Academia de la Historia Eclesiástica (www.analisisdigital.com/Noticias/Noticia.asp?IDNodo=-5&IdAccion=2&Id=10824).

Jesus Decoded: Catholic belief versus modern fiction. Web lançada pela Conferencia Episcopal dos Estados Unidos (www.jesusdecoded.com)

Da Vinci Outreach. Excelente página criada por Ascension Press em colaboração com Catholic Exchange y Catholic Outreach, con el propósito de hacer accesible, em forma de perguntas e respostas. (www.davinciantidote.com)

“The Da Vinci Code” & Opus Dei. Criada pelo Fr. John Wauck, sacerdote del Opus Dei.(www.davincicode-opusdei.com).

Dismantling “The Da Vinci Code”, por Sandra Miesel, veterana jornalista norteamericana (www.crisismagazine.com/september2003/feature1.htm).

Jogos desmistificadores
El secreto de “El Código Da Vinci”. Para aprender a julgar os erros do best seller, brincando com perguntas e respostas (www.elsecreto.net).

Crea tu propia novela de Dan Brown. Página humorística que ensina como fazer o seu próprio “bestseller” (www.probar.blogspot.com/).